A NECESSIDADE DE REVISÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE PRODUÇÃO E USO DO BIODIESEL NO ESTADO DA BAHIA, A PARTIR DA PRODUÇÃO DA MAMONA

Ricardo Guilherme Kuentzer, Astria Dias Gonzales

Resumo


Este artigo tem por objetivo analisar a inefetividade do uso da mamona no Estado da Bahia, dentro do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) nos últimos dez anos, uma vez que, na cadeia produtiva dessa oleaginosa, ela demonstrou não ser favorável ao desenvolvimento rural sustentável e a inclusão social conforme fora planejado. O método utilizado para a elaboração deste trabalho foi de coleta de dados, através da revisão bibliográfica de artigos científicos disponíveis na rede da Internet, que tratam dessa temática, a fim de verificar outros modelos que poderiam corroborar, ou não, o uso da mamona como matéria-prima para biodiesel, além de publicações e de uma busca nos bancos de dados e nos documentos públicos do Governo Federal (MMA, MDA, MAPA, MME) e Estadual (CONAB, SEAGRI). Ademais, foram realizados contatos via telefone, correio eletrônico e visitas in loco a duas empresas, uma produtora  (na Bahia) e outra beneficiadora de óleo de mamona (em São Paulo), sendo coletados dados acerca da destinação do óleo de rícino nesses locais. Como resultado, verificou-se que as metas originalmente criadas no programa não foram atingidas de maneira satisfatória, o que demonstra a necessidade de revisão do programa governamental na Bahia. 


Palavras-chave


Mamona, Biodiesel, Inclusão Social.

Texto completo:

1-25

Referências


Segundo a definição de Laville e Dionne (1999, p. 230) a metodologia “representa mais do que uma descrição formal dos métodos e técnicas, indica a leitura operacional que o pesquisador fez do quadro teórico, alcançando os objetivos estabelecidos”.

Segundo Dabdoub (2009), outras desvantagens significativas, além das propriedades físico-químicas atípicas apresentadas pelo biodiesel de mamona, são o baixo índice de cetano, ao redor de 38, contra o limite mínimo de 52 nas especificações de qualidade, a densidade e a viscosidade do biodiesel puro (B100) de mamona que não atendem os requesitos de qualidade estabelecidos, em função do alto conteúdo do hidroxiácido.

Deste modo, Silva (2015) aponta que, no presente cenário, considerando que a Região Nordeste possui nove Estados, apenas dois deles produzem biodiesel: Bahia e Ceará. Esses Estados somaram quase 10% do volume nacional, no ano de 2012.

Obermaier (2010), que fez uma pesquisa de campo no Estado da Bahia, apresentou como resultados de que não basta entender que impacto uma substituição de cultivos na produção de matérias-primas teria para os agricultores familiares do semi-árido nordestino, mas, sim, qualificar os presentes problemas ligados ao uso da mamona, os quais vão desde uma simples escolha tecnológica a problemas estruturais da agricultura familiar.


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